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SARNA DEMODÉCICA POR VIRAR PESADELO

Ela virou um pesadelo para donos de muitos cães e se não diagnosticada e tratada corretamente, pode causar incômodos severos aos animais e prejuízos para seus tutores.
 
A sarna demodécica ou demodiciose não é contagiosa para o homem, mas é uma doença extremamente difícil de lidar na sua forma generalizada (DG) nos cães. Causada pela proliferação do ácaro Demodex canis nos folículos pilosos, ela pode 
ser encontrada com frequência em cães jovens, de maneira localizada, sendo facilmente resolvida. O problema é quando o quadro se agrava e evolui.
 
Essa dermatopatia na forma generalizada pode ser responsável por efeitos destruidores nos cães acometidos, apresentando lesões variáveis. Em casos mais graves, pode ocorrer foliculite severa, com hemorragia e presença de bactérias oportunistas, levando até mesmo ao óbito do cão. 
 
Segundo especialistas, cerca de 10% dos casos evoluem para a DG, por isso é muito importante o diagnóstico precoce para evitar a generalização das lesões.
 
Transmissão
 
A transmissão acontece da cadela para os filhotes por contato direto nos dois ou três primeiros dias de vida, uma vez que o ácaro Demodex canis reside na pele canina. O ácaro pode ser transmitido também do adulto para o adulto quando há contato com um cão portador de demodiciose generalizada, mas, neste caso, a doença progressiva não ocorre e as lesões que aparecem se curam espontaneamente. 
 
Tratamento
 
É preciso primeiramente avaliar o estado geral de saúde do cão, que deve ser melhorado. O médico pode indicar antibióticos e banhos semanais com xampus de peróxido de benzoíla, mas é fundamental destacar que qualquer interrupção no tratamento pode resultar em recidiva das lesões e contribuir para resistência antiparasitária pelo ácaro.